Ao mestre com carinho.

O mestre Eduardo Coutinho pôs sua sensibilidade e arte à disposição das lutas por transformações sociais. O centro de suas narrativas eram mulheres e homens do povo, suas batalhas muitas vezes invisíveis num país tão injusto. Sua obra continua atual e será eterna. No documentário "Cabra marcado para morrer", ele conta a história de João Pedro Teixeira, líder camponês assassinado em 1962, na Paraíba, por jagunços de latifundiários. Cinquenta e um anos depois, a tragédia de João Pedro se repete. Em janeiro do ano passado, Cícero Guedes, liderança do MST, foi morto por pistoleiros em Campos dos Goytacazes. Eduardo Coutinho é imortal.
- Texto e desenho -
recortes do email Deputado Marcelo Freixo